sábado, 29 de março de 2008

Quase Líquido


Mostra usa Tietê para discutir crise urbana

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SILAS MARTÍ
da Folha de S.Paulo

O leito pegajoso do Tietê dificulta a navegação dos barcos. Às margens do rio, filas de carros se formam num mar de luzes imóveis --a velocidade média no horário de pico chega a 22 km/h, menos do que quando São Paulo tinha bondes movidos a tração animal.

O rio que mais emperra do que flui serve de metáfora visual para a mostra "Quase Líquido", que o Itaú Cultural abre hoje. Num acesso panfletário, o artista Eduardo Srur montou nas margens do Tietê uma instalação com 20 garrafas PET infláveis de 11 m de comprimento e 3 m de altura.

Leo Caobelli/Folha Imagem

Garrafas PET gigantes de Eduardo Srur às margens do rio Tietê ficam iluminadas à noite
Iluminadas com luzes coloridas, vão ser contraponto ao vermelho dos faróis no congestionamento. "O rio Tietê é um símbolo do erro urbanístico de nossa cidade", diz Srur, que há dois anos pôs cem caiaques ao longo de 4 km do rio Pinheiros.

Num lugar bem mais visível, em plena avenida Paulista, Débora Bolsoni instalou grades na fachada do Itaú Cultural, uma denúncia do medo da violência que imobiliza a metrópole.

"A gente cuspiu para cima e isso está caindo na nossa cara agora", diz o curador Cauê Alves, que usou na mostra o conceito de modernidade líquida do polonês Zygmunt Bauman. Depois da polarização do mundo entre capitalismo e comunismo no pós-guerra, o filósofo previu um mundo moderno de relações fluidas entre pessoas, economias e Estados.

Mas a modernidade brasileira ficou no meio do caminho. "Não vivemos uma modernidade líquida se precisamos de uma lei para as pessoas se moverem na cidade", provoca Alves, lembrando o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) da mobilidade urbana.

Contra a paralisia, o mexicano Héctor Zamora instalou 36 ventiladores de teto no espaço expositivo. O vendaval que se forma sobre as obras parece soprar a bolha de sabão que flutua num vídeo de Cao Guimarães e Rivane Neuenschwander.

No subsolo, Rosângela Rennó projeta imagens sobre uma cortina de vapor, invertendo a idéia de cinema, já que é o suporte que está em movimento, e não a imagem. "A fumaça rouba contraste e produz um movimento que não existe", diz.

São tentativas de fixar aquilo que não pegou até agora na metrópole explorada por esses artistas --a realidade como utopia em construção.

QUASE LÍQUIDO
Quando: abertura 26 de março, às 19h30; de ter. a sex., das 10h às 21h; sáb. e dom., das 10h às 19h; até 25/5
Onde: Itaú Cultural (av. Paulista, 149; tel. 0/xx/11/2168-1776)
Quanto: entrada franca

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quinta-feira, 27 de março de 2008

sábado, 22 de março de 2008

A comunicação digital está redesenhando a forma de participação social


Redes sociais digitais, videomakers, site de motoboys, literaturas e blogs, sites indígenas e portais da periferia, são estes os exemplos do advento de uma nova cultura midiática não mais baseada na forma comunicativa do espetáculo, mas caracterizada pela criação espontânea e coletiva de conteúdos e pela sua difusão nas redes, e de uma nova forma de cidadania em rede, que possibilita a tomada de decisões de forma colaborativa e a reversão de antigas formas de exclusão.

A comunicação digital está redesenhando a forma de participação social, caracterizada por uma forma inédita de protagonismo comunicativo que supera as tradicionais separações entre centro e periferia, possibilitando, pela primeira vez na história, uma tomada coletiva de palavra que permite a cada sujeito criar o seu próprio conteúdo e difundi-lo, sem intermediários, pela Internet.
Através das novas mídias, novos públicos estão surgindo, novos atores sociais, antes marginalizados, tornaram-se visíveis e ativos. É preciso ouvidos e olhares eletrônicos para ouvi-los e enxergá-los. É preciso uma nova forma democrática e uma nova territorialidade informativa para habitar estes novos horizontes sociais digitais, meta-geográficos e tecnologicamente vivos.
Além de expor à reflexão essa nova forma tecnológica do social e esses novos protagonismos, a segunda edição do Seminário Mídias Nativas promoverá um debate entre os próprios comunicadores indígenas e jovens produtores da periferia e especialistas de diversas áreas, em uma iniciativa pioneira, idealizada pelo Centro de Pesquisa da Universidade de São Paulo Cepop/ATOPOS em colaboração com o LEER/FFLCH e a Aberje.

quinta-feira, 20 de março de 2008

EDUCAÇÃO AMBIENTAL É TEMA DE CURSO À DISTÂNCIA

Objetivo é orientar profissionais para ações socioambientais
A convergência de conceitos como cidadania, ética e ecologia para a elaboração de projetos voltados para o desenvolvimento de ações educativas sintetiza a proposta do curso de Educação Ambiental oferecido pelo Senac Educação a Distância (EAD). A instituição está com inscrições abertas para a capacitação. As aulas se iniciam no próximo dia 25 de março e serão desenvolvidas por meio da metodologia EAD, sem encontros presenciais, utilizando a internet e recursos didáticos on-line que combinam atividades colaborativas, estudo orientado pelo professor e auto-aprendizagem. Os interessados podem efetuar inscrição ou obter informações adicionais no www.senacead.com.br ou pelo (51) 3284.1990